Muitos creem em um Deus compatível com a dor.
Seu plano superior justifica tudo e a dor como um mal menor cede lugar à glória do final, a glória inescrutável do divino que triunfará. Deus está no meio da dor.
Porém, ele não se alegra nela nem a planejou. A Bíblia não nos mostra um Deus impassível, mas o inspirador da “Guernica”.
Seu coração se contorce em dores, diz o profeta chorão ao descrevê-lo. Vem o Filho e encarna a descrição profética mostrando-nos o rosto, o corpo, o coração da dor na cruz. Não há dor maior do que a da rejeição suprema àquele que era o amor supremo.
Como o Deus da cruz pode ser impassível? Mel Gibson criou no filme “A paixão”, a teologia visual do sofrimento.
“Em toda a angústia deles, foi ele angustiado” (Is 63.9).
A dor que a humanidade se autocausou em sua rebelião, sempre foi dele também. Todo o universo sofre nosso pecado.
Porque Cristo dói, a dor humana é bela como a Sinfonia 6 de Tchaikovsky.
Braulia Ribeiro.
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